Perdoe como se fosse preciso

  1. perdão

Nossa vida é repleta de situações conflituosas. Somos seres beligerantes por natureza e dificilmente conseguimos chegar ao final de um dia sem que tenhamos passado por contrariedades ao longo da nossa jornada. Um pequeno desentendimento em casa, na rua ou no trabalho; uma palavra mais dura, seja de um estranho ou de alguém do nosso convívio social; um esbarrão não acompanhado do devido pedido de desculpas; um amigo que, inadvertidamente “pisou na bola” quando menos esperávamos… Enfim, estas e outras situações podem refletir de maneira quase imperceptível no nosso bem estar e, se não cuidarmos para apararmos as arestas criadas, elas terão o incrível poder de transformar nossas vidas em um verdadeiro inferno. Obviamente, todas as situações citadas são detalhes muito pequenos e não deveriam ter o poder de nos transformar em seres irritadiços. Ocorre que justamente por serem problemas pequenos, não damos a eles a importância devida e esses pequenos problemas vão se acumulando e nos transformando em pessoas cada vez mais belicosas e em muitas vezes, extremamente amargas. Para que isso não aconteça, precisamos desenvolver em nós, essa que talvez seja a mais importante de todas as virtudes que uma pessoa pode ter: A grandeza de saber perdoar. O perdão é, sem dúvida, uma condição indispensável para que uma pessoa possa se sentir livre dos rancores e dos ressentimentos e se tornar um ser apto a desenvolver o amor e a alegria. Podemos até suportar e aprender a conviver com situações inconvenientes e desconfortáveis, mas certamente nos tornaremos escravos de tais situações e recorrentemente elas nos assombrarão como se fossem fantasmas. Somente o dom do perdão pode nos libertar e nos proporcionar um ambiente propício ao desenvolvimento da paz e do amor, porque perdoar não é apenas esquecer. Perdoar é cancelar um ato que nos faz (re) sentir raiva sempre que ele nos vem à mente. É fazer com que ele simplesmente deixe de existir. O grande poder do perdão não é apagar o passado, é modificar o futuro. Reflita se esse ressentimento é de fato necessário… Pense a quem estaremos prejudicando ao nutrirmos esse ressentimento… A quem nos fez mal ou a nós mesmos? Para quem “pisou na bola”, basta o esquecimento, mas para quem quer se libertar e se ver livre de um fardo pesado e desnecessário, perdoar é preciso… Então, COMO SE FOSSE PRECISO, PERDOE e sinta-se livre… Leve… Solto.

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As “máscaras” sociais

Carnaval

Passados alguns dias do carnaval, coloquei-me a fazer algumas reflexões acerca da nossa sociedade moderna e pude perceber que, estranhamente, nós seres humanos estamos involuindo com o passar dos anos. Como somos perfeitos na arte de transformar nossas vidas em um verdadeiro inferno. Vivemos uma vida fantasiosa, em que temos que tentar provar o tempo inteiro que somos “seres civilizados”, quando na verdade, o somos, apenas em pouquíssimos momentos. Cito o carnaval porque foi durante os festejos momescos que tais reflexões me foram despertadas. Não é difícil perceber que durante as comemorações carnavalescas, os foliões são meio que parecidos uns com os outros. Não há ricos ou pobres, pretos ou brancos, católicos ou protestantes… Todos estão nas ruas, ocupando os espaços que são de todos, e juntos proclamam a alegria e o amor. Não há espaços para tristezas ou ressentimentos. Entre o final do expediente de sexta-feira e a quarta-feira de cinzas, a vida é como uma festa perfeita. Até mesmo aqueles que estão trabalhando durante a festa, não há do que reclamar, até porque os fregueses são pessoas mais alegres e menos estressadas, bem diferentes no que normalmente ocorre. No geral, o clima é outro, muito diferente da nossa rotina diária. Fico pensando se não deveria ser este o enredo do ano inteiro e não apenas de três ou quatro dias enquanto acontece o carnaval. Chegada a quarta-feira, todos recolocam suas máscaras e vestem novamente suas fantasias de ricos ou de pobres, de patrões ou de empregados, de opressores ou de oprimidos e cá estamos de novo transformados em pessoas irritadas, estressadas, mau humoradas, egocêntricas, até que chegue o próximo carnaval para, novamente retirarmos as máscaras e fantasias e vivermos de verdade em perfeita harmonia.

Viva como se fosse um sonho

sonho

A vida é muito imprevisível para ser levada tão a sério. Ela nada mais é que uma simples brincadeira e é exatamente assim que deveríamos tratá-la, pois sobre ela não temos o menor controle. Por assim ser, é absolutamente incompreensível como algumas pessoas insistem em se ocupar e sofrer sempre que precisam tomar certas decisões. Pura ingenuidade… Tome a decisão que quiser e ainda assim, as consequências serão imprevisíveis. O segredo reside apenas na forma como lidamos com as decisões tomadas e isso é o que definirá nosso sucesso ou nosso fracasso. Há pessoas que optam em se fazerem de vítimas e preferem sofrer, e farão isso independentemente da decisão tomada. Outros, mais afoitos, preferem sofrer antes mesmo de fazer suas escolhas. Estes, certamente sofrerão também depois da decisão tomada, ou seja, sofrerão duas vezes. O grande lance é: Viva como se fosse um sonho… Neles não temos o menor controle sobre os acontecimentos. Os fatos simplesmente acontecem, alheios à nossa vontade. Às vezes até “sofremos” inconscientemente, mas não podemos mudar o rumo das coisas e no final, resta-nos sorrir e respirar aliviados quando acordamos, se o sonho não foi lá grandes coisas. Ou lamentar o fato de ter sido apenas um sonho, se ele tiver sido bom. Se prestarmos atenção, muitas vezes em nossa vida real, sofremos mesmo sabendo que isso não irá ajudar em nada. Na realidade, devíamos ser um pouco como nos sonhos. Talvez fôssemos mais felizes e certamente menos estressados se conseguíssemos ser um pouco mais “inconsequentes”. Normalmente ficamos o tempo todo seguindo um monte de regras, criamos tantas condições gastando uma carga enorme de energia desnecessariamente. Nossas ações e nosso bem estar quase sempre estão condicionados a tantas coisas que acabam travando o que deveria acontecer naturalmente. Agindo assim não percebemos que a beleza da vida reside, justamente, na sua imprevisibilidade, exatamente como acontece nos nossos sonhos. Como se fosse um sonho, permita-se viver “irresponsavelmente”. Mesmo que isso implique navegar em um mar de incertezas e turbulências, o prazer proporcionado pelo balanço das grandes ondas lhe fará perceber que tudo terá valido a pena.