Aquele abraço!!!

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Convêm acreditarmos que para todos os males possa existir a cura. Pensando nessa possibilidade e considerando que as relações humanas têm se transformado cada vez mais em relações extremamente frias e distantes é que tenho pensado em um antídoto contra esse mal e concluí que um gesto muito simples possa ser o remédio contra essa anomalia social: O abraço. O abraço é antes de tudo, um gesto gratuito e melhor ainda, recíproco. Ao se abraçarem, nenhuma das pessoas precisa perder absolutamente nada e ambas ganham muito. Trata-se, portanto, de um investimento com retorno garantido. Quando as pessoas se abraçam, parece acontecer um processo de magia, onde ocorre a geração espontânea do afeto. Se no abraço a entrega é total, os espíritos se desarmam como que por encanto. Quando a relação está arrefecida, o abraço faz quebrar o gelo e até ressentimentos deixam de existir com esse simples gesto. Criam-se boas condições para que o amor possa fluir com mais facilidade. Certamente há de existir algum fator psicológico ou biológico que explique seus efeitos positivos, mas o fato é que um abraço caloroso tem um incrível poder de cura. O abraço, quando ocorre de maneira sincera provoca uma sensação de troca de energia absolutamente inexplicável e de aproximação verdadeira entre as pessoas. Obviamente não é necessário sairmos abraçando todos com quem encontramos nas ruas, mas poderíamos e deveríamos abraçar mais, pelo menos aqueles que nos são próximos. Abraçar os amigos, os colegas de trabalho, pais, filhos, irmãos… E tentarmos restaurar a humanização das nossas relações, que se encontram cada vez mais frias, sobretudo, com o advento e a utilização cada vez mais crescente das redes sociais. É inegável que essa nova modalidade de comunicação trouxe enormes benefícios para a sociedade, facilitando a interação entre as pessoas, mas é inegável também que ela, paradoxalmente, distanciou as pessoas, porque o contato físico é cada vez mais raro. Falta aquela conversa cara a cara… Os apertos de mãos… Os abraços então, estes estão quase em processo de extinção. Enfim, na realidade, as pessoas se comunicam mais, mas não se comunicam da maneira mais afetuosa, pois estão se distanciando cada vez mais umas das outras. Precisamos, pois, reaquecermos nossos corações e para tanto, o que precisamos fazer é nos aproximarmos novamente uns dos outros, aderir à terapia do abraço e deixar que nossas emoções falem por nós.

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Cuidando do próprio jardim

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Uma relação que se pretenda prazerosa e duradoura, seja ela amorosa ou amistosa, precisa carregar consigo um toque de leveza. Mas como é difícil aprendermos a arte de ser leve… Imaginar que temos capacidade suficiente de controlar as pessoas que nos estão próximas é um erro enorme e quase sempre fatal para a relação. Os grilhões utilizados na pretensa tentativa de manter o outro sob nosso controle não conseguem nada, senão minar o afeto que se esvai a cada dia. Quanto mais tentamos aprisioná-lo, mais impotentes nos tornamos, e quanto mais relutamos em conceder ao outro o inefável e supremo direito à individualidade e a administrar a própria sorte, mais desesperadamente nos vemos nesse desvario inglório. Voltemos, pois à arte de ser leve. À difícil e quase insustentável, mas necessária leveza do ser. Ah, ser leve… Passar incólume no meio de um furacão e até passar a sensação de indiferença ao que acontece ao nosso redor… Mas ser leve é praticamente isso. Dirão que você é egoísta, que é indiferente ao sofrimento alheio… Que é muito “senhor de si”… Justamente aí, está o grande segredo de ser leve: Ser o senhor de si. Ser senhor de si é um direito mais que constitucional. É um direito divino. Direito divino abdicado pela maioria esmagadora das pessoas. Grande tolice, abrir mão do direito ao autogoverno, mas ao mesmo tempo, querer reivindicar para si o direito a governar o outro. Escolha equivocada e fadada ao fracasso por um motivo simples: Ninguém pode dar aquilo que não tem. Portanto, você precisa primeiro cuidar do seu próprio ser. Precisa cultivar seu próprio jardim. Precisa fazer nascer em você a semente do amor e da alegria, depois fazê-la crescer e florescer. Se você não conseguir cuidar de você mesmo, não conseguir cuidar do seu próprio jardim, esqueça… Você jamais conseguirá produzir belas flores no jardim do outro.

Eterno enquanto dure

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Viver uma grande história de amor: Eis um dos objetivos mais comuns que alguém pode ter. Os dias ficam mais coloridos, os problemas se tornam pequenos, a vida se pinta de cores mais vivas e alegres, enfim, o mundo parece ter se transformado em um verdadeiro conto de fadas. O amor tem o incrível poder de nos transformar e transformar nossas vidas. Podemos dizer que o amor é, realmente, algo fantástico… De fato, normalmente, as histórias de amor são fantásticas. Ocorre que, geralmente as pessoas não têm o discernimento e a maturidade suficientes para entender que as histórias de amor, como todas as histórias, possuem início e fim, o que não quer dizer que necessariamente deixem de ser belas histórias. A beleza e o sucesso de uma história de amor não se medem pela sua longevidade, mas sim, pela sua intensidade e pela alegria que ela proporciona aos amantes. Obviamente, a maioria das pessoas tenta de todas as maneiras prolongar ao máximo seus romances, o que absolutamente não é uma coisa ruim. Seria ótimo se conseguíssemos eternizá-los. Mas essa conduta, normalmente tem muito mais relação com o apego ou com a vaidade do que propriamente com o amor. Em muitos casos, tentamos inutilmente manter uma relação apenas por aparências mesmo sabendo que o amor já não vigora e há tempos definhou. A propósito, saber a hora certa de colocarmos um ponto final na relação é uma das maneiras mais nobres de preservar o amor. O que quero dizer é que mesmo que as histórias tenham um final, se tivermos sabedoria, e formos emocionalmente equilibrados, o amor poderá sobreviver ao final da relação. Por ser um sentimento tão sublime e frágil, o amor precisa de cuidados super especiais, sobretudo, em situações adversas. Se não fizermos isso ele acabará não resistindo aos constantes abalos provocados pela vida a dois, e isso acontece, principalmente porque temos uma dificuldade enorme de deixa-lo fluir naturalmente. Estamos sempre colocando condições para darmos e recebermos amor. Quando as condicionantes e as cobranças começam a aparecer, esteja atento, o amor não resistirá, a menos que a relação seja repensada e reavaliada. Justamente nesse momento é que o casal precisa nutrir o amor e não, sufoca-lo ainda mais, como fazemos na maior parte das vezes. Se quiser uma relação prazerosa e de sucesso, cultive o amor, principalmente nos momentos de crise. Com ele, a relação triunfará mesmo que de maneira efêmera. Se preocupar-se mais com a relação, sem cuidar do amor, ela poderá até se perpetuar por longos anos, mas se não mais tiver amor, certamente ela não terá valido a pena.

 

Paz interior

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Chega um tempo em que não precisamos mais alimentar os monstros que existem dentro de nós. Sim, em nosso interior não existem somente coisas boas. A completude do ser se faz de virtudes, mas também de inúmeros defeitos. Somos seres completos, o que não significa que por isso somos seres perfeitos, pelo contrário, por sermos seres completos, somos cheios de defeitos. Esses defeitos são os monstrinhos que existem dentro de cada um de nós. Diferentemente das nossas boas qualidades, estas sim, inatas aos seres humanos, nossos defeitos são adquiridos com o passar do tempo. À medida que vamos vivendo, vamos absorvendo as vaidades, o egoísmo, o egocentrismo e uma série de qualidades pouco nobres que vão se transformando nesses tais monstrengos que habitam nosso ser. Mas graças à evolução do nosso espírito, a partir de determinado momento, começamos a olhar mais para o nosso interior. Fazemos uma viagem ao centro de nós mesmos. Quando chega esse momento, iniciamos uma verdadeira faxina espiritual. Começamos a eliminar tudo aquilo de negativo que existe em nós. Nossos monstros deixam de ser alimentados e já não nos afetam com tanta voracidade. Essa viagem insólita ao nosso interior tem o incrível poder de nos modificar por completo. Feita essa limpeza, nosso espírito se mostra sereno. Uma paz indescritível toma conta da gente e a partir de então, somente os bons sentimentos fluem com naturalidade. É como se nossas emoções fossem massageadas, e por isso ficassem mais aguçadas e mais facilmente afloradas. Portanto, se você busca a paz, não a procure no meio externo onde a paz não passará de ilusão. Se você quer a paz, faça você mesmo a paz. Não a busque estando em guerra com você mesmo. Crie condições favoráveis dentro do seu próprio ser, onde ela encontrará solo fértil e crescerá vigorosamente e somente depois expandirá para o meio externo. Para tanto, elimine os ressentimentos, os rancores, as amarguras e tudo que de ruim existir em você, assim, surpreendentemente, encontrará a paz que tanto almeja dentro de você mesmo.

Escolhas

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Em determinados momentos da vida é preciso reavaliarmos algumas situações do nosso cotidiano, mesmo as mais simples e corriqueiras. Algumas questões consideradas pequenas e sem importância geralmente são negligenciadas por muitos, não recebem a atenção necessária e acabam tomando proporções que não gostaríamos, podendo, às vezes, fugir do nosso controle, ou nos causar certos aborrecimentos. O que quero dizer é que precisamos estar atentos aos menores sinais de alerta e implementarmos as mudanças que a vida exige de nós de vez em quando. Normalmente nós, seres humanos, somos meio resistentes a mudarmos o rumo de nossas vidas. Mas o fato é que não temos tudo sob nosso controle e quase sempre as coisas acabam acontecendo de maneira alheia à nossa vontade. Há momentos em que precisamos fazer escolhas, e sempre que possível, optamos pelo caminho mais óbvio, que apresenta um grau de dificuldade menor. São aqueles caminhos percorridos pela maioria das pessoas e que por isso mesmo, acabam nos levando aos mesmos lugares, que não raramente nos transformam em pessoas frustradas. Há momentos, porém, que a vida exige que a escolha seja feita por nós mesmos. Há situações em que somente nós podemos decidir sobre qual caminho escolheremos e qual destino daremos à nossa vida. Para não correr o risco de se tornar um fracassado, você tem duas opções: Faça a escolha correta, ou faça com que a escolha que você fez seja a escolha correta. Não se esqueça de que não tomar nenhuma decisão, deixar com que os outros decidam por você e se frustrar por isso, é também uma escolha. Para que isso não aconteça, não se exima de tomar decisões quando elas forem necessárias. Reflita sobre a sua vida e sobre o que você pretende dela. Tome as decisões certas e oportunas e seja você mesmo o responsável pelo gerenciamento da sua vida. Faça bem as suas escolhas, porque no final de todas as contas, Você será o resultado delas.

Saudade!!!

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Considero a saudade como um dos sentimentos mais nobres e valiosos que uma pessoa pode sentir. Uma pessoa que sente saudade, seja de alguém ou de algum momento qualquer que tenha vivido é um ser privilegiado. Sentir saudade é ter a certeza de que algo marcante lhe aconteceu… É estar certo de que pelo menos por algum instante a vida lhe sorriu… Que alguma pessoa lhe tenha marcado a vida de tal forma que mesmo não estando mais ao seu lado, algumas boas lembranças permaneceram. Que mesmo passados anos e anos, tais pensamentos ainda conseguem enternecer- lhe o coração e de uma maneira ou de outra, lhe arrancar um suspiro, um sorriso, ou mesmo lhe fazer cair uma lágrima. Sentir saudade é ter a certeza de que sua vida não foi em vão… Que emoções foram sentidas… Que amores existiram e que o sentimento foi verdadeiro. Sentir saudade é ter a possibilidade de se sentir feliz, mesmo que o motivo dessa felicidade já se tenha ido e talvez até nem tenha possibilidade de retorno. Sentir saudade é sentir na própria pele que a vida é efêmera e precisa ser vivida à exaustão e sentida com a máxima intensidade que nos seja possível. Sentir saudade é aprender que os amores surgem para serem vividos com tal intensidade que mesmo quando morrerem, certamente deixarão dentro da gente uma sementinha mágica que anos mais tarde possa germinar e nos fazer sorrir novamente pela simples lembrança de um momento vivido. Sentir saudade é conseguir perpetuar dentro de nós um momento feliz e fazê-lo aflorar em um sorriso sempre que o buscarmos em nossas lembranças. Se você quer ser uma pessoa abençoada e ter o privilégio de um dia poder sentir saudade, viva intensamente o seu momento presente. As suas realizações e seus amores atuais podem ser a garantia de sua felicidade no futuro.

Jogo da vida

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Cada dia que passa aprecio mais essa coisa estranha à qual chamamos de vida. Às vezes ela se mostra como um grande teatro. Há situações em que ela se mostra como uma comédia, noutras como drama, outras ainda como romance ou outros gêneros que podem ser dos mais diversos. Vendo-a como teatro, me vem uma grande preocupação: Tenho certa aversão a tudo que denota representação de papéis, falsidade… Prefiro a autenticidade, a transparência, mas o fato é que nem sempre as coisas são do jeito que preferimos e somos, ainda que involuntariamente, instigados a esporadicamente subir nesse grande palco e mostrar nossas multifacetas. Às vezes a vida se assemelha mais a uma espécie de jogo. Enquanto jogo, a vejo como o xadrez. Daí me vem a segunda preocupação: Quase nada sei sobre a prática de tal jogo, embora, me considere pelo menos razoável na arte de aprender. Mas ainda assim, é como o xadrez que a vejo, afinal de contas, vez ou outra estamos recebendo ou dando xeque mate em “nosso adversário” invisível e desconhecido. Nesse jogo, esse nosso “adversário” não pode ser confundido com as pessoas que nos estão próximas… Nossos amigos, parentes, colegas de trabalho. Nesse jogo imaginário, estas pessoas são as próprias peças do tabuleiro, assim como nós também somos peças do tabuleiro delas. Elas podem ser até nossas parceiras em determinadas jogadas, mas elas nunca poderão ser nossas adversárias. Mesmo sendo péssimo enxadrista, confesso que gosto mais quando ela se assemelha a um jogo. Nessa modalidade de vida, a composição do tabuleiro é de extrema importância para nosso sucesso. Se não tivermos as peças certas, no lugar certo e no momento exato, mesmo que sejamos ótimos jogadores, não obteremos êxito. Às peças mais importantes e valiosas do nosso tabuleiro damos o nome de amigos. A eles é que recorremos quando precisamos fazer uma jogada mais importante ou arrojada e neles depositamos nossas fichas mais valiosas. Aquele que tem amigos verdadeiros em seu tabuleiro possui as peças que tornarão sua vida mais amena e lhe garantirão a vitória, ainda que vez ou outra faça uma jogada errada. Ao compor seu tabuleiro para dar início ao jogo, certifique-se apenas se, de fato, está cercado de amigos verdadeiros. Prefira ter poucos, mas verdadeiros amigos, a uma grande quantidade de falsos amigos, pois estes estarão mais preocupados em dividir com você as benesses de sua vitória do que propriamente em contribuir para que ela aconteça. Valorize, pois, os grandes e verdadeiros amigos e junto com eles, tenha certeza de que a vitória estará mais próxima.