Viver e Aprender

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Aprender a não olhar pra trás e evitar inclusive o retrovisor. Bom mesmo é carregar dentro de nós mesmos, tudo o que aprendemos ao longo de nossa trajetória. Mas atenção, viver não é simplesmente acumular conhecimento. Viver é aprender efetivamente e colocar em prática as lições vivenciadas ao longo do caminho. Não é ficar remoendo coisas do passado, lamentando eventuais reveses. Tampouco, deixar se acomodar com os louros das vitórias. As derrotas e as vitórias são apenas circunstanciais. E sabermos conviver com as duas situações é fundamental para nosso crescimento e evolução.

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Um Recomeço Possível

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Existem relacionamentos desastrosos ou que terminam de maneira tão complicada e deixam marcas tão profundas que muitas pessoas simplesmente evitam uma nova relação. Superar as decepções e o medo de uma nova aproximação não é tarefa fácil. Sobretudo, quando a relação anterior se caracterizava por algo maduro e que acreditávamos, fosse pra sempre. No fundo sempre haverá um receio, por menor que seja, de se machucar novamente. Um coração ferido não reabrirá suas portas tão facilmente. Neste contexto é imprescindível que o suposto pretendente seja paciente e entenda as razões da insegurança do outro, e que este por sua vez entenda que não é porque uma relação não deu certo que não seja possível um recomeço e uma nova história com final feliz. É importante também que ambos entendam que nenhuma etapa pode ser queimada. É preciso evitar cobranças e é necessário que os dois aprendam a construir uma relação de confiança. Somente assim a coragem para recomeçar vai surgir e com o tempo a vontade de ser feliz ao lado de outra pessoa irá superar o medo de se machucar novamente. Afinal de contas, um relacionamento saudável é aquele capaz de levar tranquilidade ao casal e não, aquele que funciona como multiplicador de problemas.

Porque é Preciso Querer Voar Juntos

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Relações saudáveis não permitem amarras. Nenhuma pessoa pode ser completamente feliz quando se sente privada de sua liberdade. O grande desafio é aprendermos a libertar sem que isso se confunda com descaso ou falta de interesse. É aprendermos a cuidar sem que  isso se confunda com controle ou possessividade. É aprendermos que a presença física do outro por si só  não pode ser mais importante que a vontade de ambos de estarem juntos. Porque não é “cortando as asas” do outro que conseguiremos “prendê-lo” conosco… Para que a relação seja prazerosa e obtenha êxito é preciso que os dois aprendam e, principalmente, queiram voar juntos.

Vida!!!!

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O que é a vida afinal… Coisa simples e ao mesmo tempo complexa. Simples porque a vida em si nada mais é que um conjunto de possibilidades que cada um recebe ao nascer. Uma combinação enorme de ações e sentimentos que cada pessoa utilizará ao longo da sua existência. É como se junto com a vida nos fossem dadas inúmeras caixinhas dentro das quais estivesse armazenado tudo que utilizaremos ao longo da nossa existência. Nada mais simples… O que pode ser complicado mesmo é o ato de viver… Viver é aprender a utilizar no momento certo cada ação ou cada sentimento que lhe foi disponibilizado. É abrir as caixas que melhor convier de acordo com o que a ocasião exigir. Assim, se aprendermos a abrir as caixas certas no momento adequado, certamente a vida acontecerá sem maiores complicações. Por outro lado, quando não sabemos abrir as caixinhas e, principalmente se as abrirmos em situações impróprias, provavelmente teremos problemas. Muito importante também é não ignorarmos nenhuma das caixas. Todas elas serão necessárias em algum momento da vida. Algumas pessoas acham, por exemplo, que jamais precisarão abrir a caixa do medo (eu mesmo já  pensei assim). Mas o medo é necessário para nos livrarmos de situações de perigo. Ele funciona como um filtro por meio do qual separamos o que devemos ou não fazer em dados momentos. A caixinha da tristeza também é abdicada por muitos, mas somente nos momentos tristes aprendemos a dar o real valor à felicidade. São sentimentos, portanto, extremamente importantes em nossa vida. Embora pareçam sentimentos negativos, eles nos ajudam no processo de amadurecimento. São tantas caixinhas que muitas vezes nos perdemos entre elas. Como se não bastassem tantas, algumas delas, embora rotuladas, nos são entregues sem nenhum conteúdo. As caixas da angústia e da ilusão, por exemplo, são absolutamente desnecessárias e não têm qualquer conteúdo. A primeira nós abrimos eventualmente quando estamos meio perdidos entre as caixas e na dúvida entre a uma e outra, acabamos por abrir a caixa vazia o que por vezes nos deixam angustiados. A outra, abrimos quando estamos em busca de algo que não nos é possível no momento… Pura ilusão. Nem sempre teremos tudo ao nosso alcance e às vezes não aceitamos isso passivamente. Existem também as caixas que devemos procurar utilizar mais amiúde. Entre elas estão, além de outras, as caixas da esperança, da fé, do amor, da bondade, da solidariedade, da inteligência emocional, da gratidão. Outra também muito importante é a caixinha da serenidade. É este sentimento que devemos utilizar para compreender que as coisas nem sempre serão da maneira que queremos. Algumas caixas devem ser utilizadas também sem moderação e sempre combinadas com outras. A caixa da atitude deve ser utilizada sempre que a da indecisão for aberta. A do bom humor deve ser aberta juntamente com várias outras, pois somente com boas  doses de bom humor conseguiremos suportar as agruras de determinadas situações. Além dos nossos próprios problemas, muitas vezes outras pessoas abrirão suas caixinhas intempestivamente e jogarão sobre nós todo tipo de sentimento ruim. Em momentos assim é que devemos ter serenidade para não nos abatermos e não permitirmos que o comportamento inadequado dos outros interfiram no nosso bem estar. Momento também de termos sabedoria para abrirmos nossas caixas adequadamente e utilizarmos da forma correta o antídoto contra o que de ruim nos é apresentado. Percebemos, pois, que a vida, quando vivida com discernimento e com as caixinhas utilizadas de maneira correta torna-se algo bastante simples, mesmo com toda complexidade aparente. Simples ou complicado?