O Tempo Que Roubei de Mim

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O tempo que roubei de mim não foram os anos que passei cursando uma faculdade que escolheram por mim e que não me proporcionou um emprego que me remunerasse da forma que eu sempre sonhei. Ela me capacitou, só que eu me esqueci de que precisava colocar o conhecimento em prática e não deixá-lo apenas na teoria. Também não foram os muitos dias que eu passei sonhando em ter esse emprego bem remunerado. Os sonhos eram necessários, porque sem eles ninguém vai a lugar algum. O tempo que roubei de mim foram os dias que eu preferi apenas reclamar e lamentar por não estar em outra posição social e simplesmente deixei de viver minha vida com o melhor que eu podia naquele momento e me abdiquei dos meus valores realmente essenciais.

O tempo que roubei de mim não foram os anos que eu passei naquele emprego que me remunerava aquém do que eu desejava, afinal, era dele que eu tirava meu sustento. Foram as horas que eu preferi me acomodar com algo que não me satisfazia e optei em não buscar novas possibilidades.

O tempo que roubei de mim não foram os dias, meses ou anos que passei ao lado de um amor que julgava eterno e verdadeiro, mas que por circunstâncias diversas deixou de existir. Se foi verdadeiro certamente terá valido a pena e se já não existe é porque até um amor verdadeiro corre o risco de fenecer com o tempo implacável. Na verdade, o tempo que roubei de mim foram os momentos que, estando com alguém, distraidamente, deixei de estar efetivamente com esse alguém, imaginando que apenas estar ao seu lado me bastaria e não me dediquei com a intensidade necessária.
Não foram os dias que passei chorando, pois em muitos casos, as lágrimas são necessárias para lavar nossa alma. O tempo que roubei de mim foram os momentos nos quais tinha inúmeros motivos para sorrir e sem qualquer razão, me deixei levar pela ignorância e cultivei aquele mau humor áspero.
O tempo que roubei de mim não foram as tentativas frustradas que não me levaram aos resultados esperados. Foram as vezes em que o medo e a insegurança foram mais fortes e me fizeram desistir sem nem mesmo tentar.
O tempo que roubei de mim, inexoravelmente se foi e lamentavelmente não retornará. Mas o tempo, mesmo aquele que displicentemente, roubei de mim, me ensinou, ainda que da pior maneira possível, que vivendo segundo minhas próprias convicções e não segundo a vontade dos outros e com uma boa dose de determinação e auto confiança chegarei, não onde eu planejei ou sonhei em chegar, e muito menos onde quiserem que eu chegue, mas com certeza, onde eu terei feito por merecer.
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Mais Uma de Amor

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Coisa complicada é falar de amor… ahhh o amor… Para vivê-lo em sua plenitude não se pode ter medo. Mas também não é necessário ter coragem. Precisamos apenas e tão somente deixá-lo acontecer… Deixá-lo fluir naturalmente. Ele nasce involuntariamente, mas não se desenvolverá sem nossa preciosa ajuda. Quando o percebermos aflorar precisamos ficar atentos. Ele não exige razão para acontecer, mas exigirá isto sim, cuidados super especiais para se expandir… Precisaremos nutrir esse sentimento a cada dia sob pena de vê-lo murchar. Melhor se não colocarmos condicionantes nem reclamarmos dos solavancos, porque longe de tranquilizar, o amor nos perturba… É quase uma tortura… Uma espécie de dor… Ele nos apruma hoje e amanhã nos dá uma rasteira… Às vezes nos eleva ao céu e nos faz sentir, de fato no paraíso, noutras, nos faz sentir num verdadeiro inferno. Nos alegra num dia e em outro nos entristece… Nos aquece e em seguida nos faz tremer de frio. Não importa o que fizermos, com ele viveremos em constante aflição… Mas sem ele não seremos seres completos, nem teremos razão de existir. O grande desafio é nos entregarmos sem medo e aprendermos a AMAR COMO SE NÃO FOSSE DOER.