A magia da noite

magia da noite

Uma das coisas que mais me proporciona prazer é contemplar o céu durante a noite. Seja noite de lua cheia ou até mesmo noite sem luar. A noite por si só já provoca uma sensação de fascínio, mistério e medo. Sem aquele turbilhão de tarefas diurnas, as ruas se esvaziam e a agitação da lugar à calmaria, ainda que apenas aparente. Nesse momento a noite parece nos convidar para um encontro mais reservado, para uma conversa mais amena, para o descanso e para o relaxamento. As famílias se juntam novamente e a mãe pode pegar no colo o filho pequeno, de quem se viu apartada durante todo o dia. Os casais ficam mais à vontade para as trocas de carícias mais íntimas, assim como os malfeitores se sentem mais seguros para suas práticas inescrupulosas. E não adianta nos escondermos atrás das cortinas para tentar bisbilhotar a vida lá fora. Nem mesmo os milhares de “olhos vivos” espalhados pela cidade serão capazes de impedir que a noite produza seus segredos mais ocultos. Não importa o quão alertas fiquemos, coisas misteriosas acontecerão. Mas o que mais me atrai na noite é esse incrível poder de renovação que ela nos proporciona. Mesmo depois de um dia agitado e estressante, quando o sol se põe, algo mágico acontece. Vem a noite, e com ela, a esperança de que o novo dia que virá nos traga novas possibilidades…Novas esperanças. É como se junto com aquele dia que morre, morressem juntos todos os nossos sofrimentos, nossas tristezas, nossas agruras. É a “morte” nossa de cada dia e a manifestação do milagre do renascimento a cada novo amanhecer.

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Respeitando as diferenças

caminhos

Mera ilusão imaginarmos que temos capacidade de controlar as ações das pessoas com as quais convivemos. Nem mesmo as conhecemos de maneira completa e na verdade, sequer conhecemos a nós mesmos, sobretudo, quando nos referimos aos nossos sentimentos e nosso autocontrole. As pessoas gastam uma carga enorme de energia tentando controlar ou mesmo entender o comportamento dos outros sem saber que se trata de uma busca em vão e totalmente frustrante. Não obteremos êxito se não aprendermos que antes de qualquer coisa somos seres independentes e autônomos. Obviamente temos nossos desejos, nossas fragilidades, nossas necessidades, nossas emoções e uma série de sentimentos que estão quase sempre associados à convivência com as pessoas que julgamos importantes em nossa vida. Isso faz parte dessa teia social à qual estamos envolvidos. As inserções, interações e comportamentos nessa teia ocorrem de maneira muito particular e isso acontece porque a força da influência dos valores sociais em cada pessoa é bastante variável. No fundo, o que precisamos entender e aceitar é que as pessoas são diferentes umas das outras e não há como modificar isso. Questões sociológicas à parte, precisamos aprender a respeitar as individualidades alheias e acima de tudo, aprendermos a conviver pacificamente com elas. Se o comportamento de alguém te incomoda de modo que prejudica de alguma maneira seu bem estar, repense sua conduta e mude sua estratégia de vida para com essa pessoa, caso contrário, o grande prejudicado será apenas você. Aprenda a não sofrer por algo que fatalmente acontecerá independentemente da sua ação ou da sua vontade. Seja seu próprio mestre, seja diferente, comporte-se diferente e faça as coisas de maneira diferente. Pare de andar pelos mesmos caminhos trilhados por todos e faça você mesmo seu próprio caminho e acima de tudo, não transfira para o outro, o direito de decidir sobre seu bem estar e sua satisfação plena.