Tolere como se ele (a) fosse perfeito (a)

Tolerancia
A vida é fascínio e deslumbramento, mas ao mesmo tempo, ainda que esporadicamente, nos provoca certas situações de estranhamento. Ainda que tenhamos uma trajetória pautada no equilíbrio e sensatez, inevitavelmente nos depararemos com certos percalços que poderão nos tirar do prumo. O fato é que não estamos no controle absoluto de todas as situações e fatalmente nos ocorrerão certas surpresas, nem sempre agradáveis. Perdas, desilusões, amarguras… Infortúnios diversos. Assim se configura a vida e assim é que precisamos encará-la. Não se engane: A vida é repleta de incongruências e momentos de incertezas e decepções acontecerão. Sensações de fragilidade e desesperança ocorrerão no curso de nossa caminhada. Não há motivos para desespero. Se a própria vida é imperfeita, porque teríamos que ser perfeitos? Até mesmo as pessoas em quem mais confiávamos nos desapontarão. E daí? Elas também podem se permitir falhar. Da mesma forma que nos proporcionam momentos prazerosos, é absolutamente natural que sejam as pessoas mais próximas as responsáveis pelas nossas maiores decepções. Os erros cometidos pelas pessoas não significam necessariamente que elas sejam ruins ou de má índole, significa apenas que elas são humanas e irão falhar vez ou outra. Também não é pelo fato de algumas pessoas errarem em demasia que deveremos nutrir ódio ou rancor em relação a elas. Isso só aumentará nossa sensação de descontentamento, nos transformará em pessoas amarguradas e não surtirá nenhum efeito positivo sobre nossos algozes. Sentimentos negativos são como fardos excessivamente pesados que carregamos por pura opção. Não precisamos deles e eles não nos serão úteis em momento algum. Prefira a COMPAIXÃO. Esta sim, além de enternecer-lhe o coração, tem o incrível poder de comover e reconduzir as pessoas para a prática do bem. Obviamente não se trata de uma tarefa fácil, pelo contrário, é extremamente difícil. Para conseguirmos alcançá-la, é preciso exercitarmos e mudarmos nossos atos gradualmente. Se ainda não está apto a se compadecer de seu algoz, inicie o processo com a prática da TOLERÂNCIA. Não se aflija com certos comportamentos inadequados… Como se ele (a) fosse perfeito(a), TOLERE. Ser tolerante não significa ser conivente ou que você esteja de acordo com atos incorretos ou abomináveis. Significa apenas que você entende que isso faz parte das imperfeições da vida e que, por mais contraditório que se possa parecer, a vida só é perfeita, por não ter que ser perfeita. Por mais que tentemos, a vida jamais será perfectível, e aceitar isso é o suficiente para torná-la maravilhosamente PERFEITA.

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Fear!!!

medo

Amongst all of the negative feelings someone can have, i consider the fear the worst of all. In name of fear we stop experimenting new situations, expanding our horizons, beautifully enjoying the landscape of a way until then unknown. The fear paralyses us and freezes our emotions up to a point where it is impossible for us to embark on new adventures, on new conquests. It blocks us to perceive how beautiful it is the ephemerality of things. It blocks us from perceiving that the beauty and emotion of life lies exactly in its inconsistency, on the detours, on the meetings and good byes, on the arrivals and departures, on the break ups and reunions. The fear doesn’t let us detach from things, people, feelings that doesn’t truly have the power to emote us. We fear losing people and things like they are precious objects without which our lifes could not exist. Pure folly… We need to detach ourselves from all of this. We need to let the live flow more lightly… To let things happen naturally… Easily. We can’t feed our fears so much… This terrible fear of loss… This unbounded insecurity… If we don’t let our fears go away, we will lose the ability to let go what is no more necessary to make us happy. We actually need few of that in which we insist in keeping under our control and use these things as a determinant to our well being. There are times when life requires that we make a decision that sometimes can radically change the way we had planned. When that happens, forget your fears and your supposed constrains and risk yourself with all the courage that is possible. Try new paths… Smell new scents… Enjoy new tastes… Live new loves… Maybe you’ll fail, but if that happens, try again e restart all over. Maybe you’ll on one of these tries find a easier path and one that also gives you so much pleasure that it will show you how hard or emotionless was your previous path. All it is a matter of choices, but to know, you have to risk yourself… And nobody risks himself if he doesn’t lose his fears.

Este texto é uma tradução do texto Medo!!!. Agradeço ao colega Daniel Castro pela tradução.

Brinque como se fosse criança

Brincar

O tempo ludibria as pessoas. Quando chegamos ao mundo, a vida que nos é apresentada é uma verdadeira festa. Nada de compromissos muito importantes… Nada de complicações… Nossa vida se resume a seguir algumas poucas regras definidas pelos nossos pais e no mais tudo é brincadeira. Nossa imaginação é fértil e nos leva onde bem queremos sem muito esforço. Nossas ocupações se resumem a comer, beber, brincar e descansar, porque afinal de contas essas tarefas também cansam… Vamos combinar que ser feliz naquele contexto é tarefa fácil… Quase uma obrigação. Tudo começa a mudar quando vamos pra escola aprender as primeiras lições e aí começamos a (des) aprender a viver. No início aprendemos a perder a meiguice típica das crianças. Os momentos de brincadeiras começam a ficar mais escassos e o que é pior: Tem hora certa pra brincar. Coisa estranha. É como se não pudéssemos mais ser felizes durante todo o tempo ou quando bem quiséssemos. À medida que o tempo passa, e sem nos darmos conta, ele vai nos transformando em pessoas adultas. De fato ele nos ensina muitas coisas, mas rouba de nós aquele mundo encantado que nos fora apresentado. Trouxe-nos experiência e conhecimento, mas nos tirou a espontaneidade e a inocência de outrora. Vida de adulto é coisa, quase sempre muito chata e apresenta uma rotina extremamente pesada e sufocante. Pra tudo existem normas, regras e preceitos. Diferentemente das crianças, que têm na espontaneidade uma das características mais marcantes, nós adultos temos o hábito de seguir roteiros predeterminados, o que faz com que nos comportemos de maneira um tanto quanto mecânica e por vezes artificial e até bizarra. Passamos a ser pessoas menos autênticas e como o tempo, também aprendemos a enganar os outros e até a nós mesmos. Mas o tempo também nos ensinou que podemos ser pessoas sábias. A maior lição que aprendemos com ele é que a vida é muito boa pra ser levada assim tão a sério como normalmente fazemos depois de adultos. Ele também ensinou que aquela criança que um dia fomos, na verdade não morreu. Ela sempre permaneceu viva dentro de nós. Acontece que na ânsia de “evoluirmos”, de termos mais e sermos melhores que os outros, por vezes inibimos nós mesmos, nossa criança interior e não a deixamos expressar sua candura e sua simplicidade. Aprendemos que somente a ela podemos recorrer quando já não conseguimos suportar o peso do mundo nas costas. A vida é justamente aquilo que acontece enquanto estamos ocupados com “nossas conquistas”. Então, se a vida de criança é tão mais interessante e colorida, pra que tentar sermos adultos em tempo integral? Permita-se voltar no tempo de vez em quando e levar uma vida mais leve e porque não dizer, “irresponsável” pelo menos esporadicamente. BRINQUE COMO SE FOSSE CRIANÇA. Não leve a vida tão a sério o tempo todo. O tempo passa e nem tudo que conquistamos, de fato é nosso e nem sempre se converte necessariamente em felicidade e satisfação.

Sonhe como se fosse verdade

Sonhar

Como muitas pessoas comuns, eu também me especializei na arte de sonhar. Mas o que vem a ser sonhar? Seria aquele turbilhão de pensamentos inconscientes que nos ocorrem quando nos entregamos ao deleite de uma boa noite de descanso… Seriam aqueles desvarios que esporadicamente nos chegam e pelos quais simplesmente esperamos passivamente que se realizem como se fosse algo mágico… Esse tipo de sonho, às vezes é muito bom, porque tem o poder de nos transportar para o mundo da fantasia e vez ou outra nos fazer despertar para situações inimagináveis quando estamos acordados. Penso, porém, que sonhar é bem mais que isso, e o grande barato é mesmo sonhar acordado. Os melhores e mais promissores sonhos são aqueles que nos ocorrem quando estamos com os olhos abertos. Quando sonhamos com os pés no chão, e o fazemos com propósito, damos asas à nossa imaginação e nos despertamos para nossas capacidades mais recônditas. Assim podemos acreditar de verdade que somos capazes de alçar voos mais ousados, pois sonhar é vislumbrar novas e melhores possibilidades. É traçar planos e batalhar para que esses planos se materializem em algo realmente grande, acreditando que podemos fazer mais e melhor a cada dia. É ter a certeza de que nem tudo está perdido e que um mundo melhor é possível, sem que necessitemos mudar de cidade ou de país em busca de melhores condições. Na verdade, os sonhos nos fazem vislumbrar melhores condições onde quer que estejamos. Sonhar é ter a certeza de que a vida sempre nos abrirá novas portas quando muitas outras nos foram fechadas. O que devemos fazer é olhar com menos ressentimento para aquelas que se fecharam e com mais esperança e determinação para aquelas que se abriram. Sonhar é apenas isso… O grande desafio consiste em transformar os sonhos em realidade. Mas para que isto aconteça basta sonhar com a intensidade e com a volúpia de quem deseja realmente que o sonho se faça verdade. Então, o que precisamos é aprender a arte de sonhar… COMO SE FOSSE VERDADE, SONHE. Sonhe muito… Sonhe grande… Seja determinado… Se quiser de verdade que esse sonho se materialize e se fizer como se deve, sempre haverá uma força enorme conspirando a seu favor… E como em um passe de mágica, o que era apenas e tão somente um sonho, poderá se transformar na mais doce realidade.