Quando…

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Quando quiseres chorar e não se importares com o que os outros irão pensar. Se deixares que suas lágrimas escorram silenciosamente em seu rosto sem que isso lhe pareça um fracasso, pode ser que tenhas evoluído.

Quando sentires aquele aperto no peito e a saudade de alguém que você muito ama te convidar para relembrar momentos marcantes de sua vida. Se a doçura dessas lembranças forem tão mais relevantes que o amargo da ausência desse alguém, e sem que você perceba, em vez de soluços, um doce sorriso lhe ocorrer, também é possível que tenhas evoluído.

Quando se veres sozinho no meio da noite e não tiveres com quem conversar e em vez de reclamar da solidão, aproveitar o momento para conversar com você mesmo. Se essa conversa se fizer de uma maneira minimamente suportável e conduzir-te a repensares algumas de suas atitudes, talvez terás evoluído.
Quando perderes alguém que você ama verdadeiramente. Quando essa perda, em vez de uma pessoa amarga, te transformar em uma pessoa mais humana e mais amável para com aqueles que continuam fazendo parte da sua vida, inevitavelmente terás evoluído.
Quando a dor, seja lá por qual motivo, invadir seu peito e a barra parecer pesada demais para suportar. Quando essa dor for muito forte e ainda assim você buscar dentro de você mesmo a força necessária para superá-la, certamente terás evoluído.
Quando suas ações por mais nobres que sejam receber como resposta apenas ingratidão. Quando você não pensar duas vezes antes de uma vez mais, estender a mão àquele que lhe foi ingrato e jamais perder a chance de ser bom, seguramente terás evoluído.
Quando compreenderes que o choro, a saudade, a solidão, a dor, a ingratidão, a perda e outros sentimentos ditos como ruins são intrínsecos à vida de qualquer pessoa. Quando tais sentimentos lhe ocorrerem sem que lhes façam sentir um ser fragilizado ou fracassado, inquestionavelmente terás evoluído, e mais que isso: Terás finalmente compreendido o que é a VIDA.
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