Ao Sabor das Marés

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Quando você já sabe exatamente o que quer, mas sabiamente entende que nem sempre as coisas acontecem do jeito que você espera, a vida tende a fluir naturalmente. É como um barco à vela singrando o mar. Como o vento nem sempre sopra na mesma direção, o bom velejador deve saber exatamente como proceder para manter a trajetória desejada sem maiores turbulências. Ele sabe quando pode poupar energia, apenas ajustando a posição das velas para seguir seu destino e quando precisa imprimir a força máxima para superar as adversidades.

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Na Beira do Caminho Tinha Uma Flor.

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Na beira do caminho tinha uma flor. Tinha uma flor na beira do caminho.

Tinha cansaço, tinha exaustão, e também tinham pedras no meio do caminho, e disso o poeta já havia alertado. Mas tinha uma flor na beira do caminho, na beira do caminho tinha uma flor.
Mesmo que o cansaço fosse grande, mesmo que a exaustão tenha nos levado ao limite, o que permanecerá vivo na minha lembrança não serão o cansaço, nem as pedras no meio do caminho. O que nunca me esquecerei é de que na beira do caminho tinha uma flor. Tinha uma flor na beira do caminho.

E Agora, Camarada???

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E agora camarada! A porta se fechou, mas o que importa se já não há ninguém do outro lado.

E agora camarada! A luz apagou, e pelos erros do passado ou por pura teimosia você ainda vai pagar mais essa conta.

E agora camarada! O preço da gasolina aumentou, mas isso já não interessa, pois atualmente você não tem ânimo nem mesmo pra curtir seu artista preferido do outro lado da ponte.

E agora camarada! A comida esfriou, mas e daí, se a tela fria da televisão e o frio das madrugadas já te fizeram acostumar com toda e qualquer frieza.

E agora camarada! A dança acabou, e você que tanto dançou pra nos divertir, vai acabar dançando sozinho.

E agora camarada! A panela quebrou e nem todos os camaradas que te acompanhavam estão aí para ajudar a juntar os cacos.

Pois é, camarada… mas a situação não é de morte. Procure outro norte. No Sul talvez, ou quem sabe na mesma zona norte onde outrora a vida tanto lhe sorriu. Vambora, camarada! Que o tempo não para. Vamos, porque a vida ainda é bela e agora, camarada, é você no comando.

Uma Lição!

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Há algum tempo cheguei a acreditar que bastava erguer os braços e agradecer por conseguir alcançar um objetivo ou talvez até bater no peito e me vangloriar por ter conseguido superar uma adversidade. Hoje sei que isso é muito pouco. Cada história vivida deve ser mais que um acontecimento. É fundamental que ela se transforme em uma nova lição. Hoje aprendi que não basta ter como objetivo chegar ao final de uma caminhada extenuante. Aprendi que durante o percurso devemos olhar para o lado e nos certificarmos se alguém precisa da nossa ajuda. Pode ser que o que temos a oferecer seja bem pouco… Mas pode ser também que o pouquinho que pudermos fazer seja suficiente para fazer com que o outro também consiga seguir sua caminhada. Então, olhe ao seu redor… Pare um instante e faça algo por alguém. Pode ser que você nunca mais veja essa pessoa. Não importa. Ajude. Pode ser que ela seja ingrata e não saiba ou não possa retribuir. Não interessa. Faça assim mesmo. Ajude simplesmente por ajudar. Quem aprende a fazer o bem, aprenderá também a conviver com a ingratidão se for preciso. O ato é seu, então FAÇA… AJUDE. Sua vitória será mais gratificante e seu dia bem mais FELIZ.

Qual é o Problema?

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Dia desses, em determinado momento de uma conversa tranquila e descontraída com amigos, surgiu um assunto interessante quando falávamos sobre problemas. A discussão era mais ou menos se nossos problemas cotidianos eram realmente um problema. Obviamente a prosa mudou de rumo sem que chegássemos a uma conclusão, o que pelo menos pra mim, não chegou a ser nenhum problema. O problema foi que aquilo permaneceu sem resposta na minha cabeça. Problema também é que como já era tarde não poderia pensar numa solução quando chegasse em casa. Até poderia, mas correria o risco de perder o sono e amanhecer cansado no dia seguinte, o que seria outro problema. Poderia também pensar enquanto me deslocava pra casa, mas haveria o risco de me envolver em meus pensamentos, me distrair na direção e provocar algum tipo de acidente, o que seria, sem dúvida, um problema maior. Optei por uma solução melhor que foi não pensar no problema naquela noite… Que bom, nenhum problema. Ao acordar no dia seguinte, totalmente refeito e descansado voltei a pensar no assunto. Afinal, o que seria um problema? Pra não precisar pensar muito, fui ao dicionário que me trouxe uma resposta tão simples, quanto satisfatória: “Problema é uma dificuldade na obtenção de um determinado objetivo”. Parte do meu “problema” (assim mesmo, já entre aspas) estava resolvido. Mas o que me deixou ainda mais tranquilo foi a definição matemática de problema, segundo a qual: “É uma questão proposta em busca de uma solução. Um problema matemático pode ter solução ou não, algumas vezes possui diversas soluções. Alguns problemas estão em aberto, ou seja, sem solução conhecida”.
Confesso que não esperava uma resposta tão perfeita. A combinação das duas definições me levou a concluir que na verdade, problema é algo positivo na nossa vida. Inicialmente e no meu entender, apenas isso bastaria, porque são eles que nos levam aos nossos objetivos. Como se não bastasse, um problema não precisa necessariamente ter uma solução, logo, ninguém precisa se desesperar se não conseguir resolver o seu “problema”. Além disso, ele pode apresentar diversas soluções, ou seja, a partir de um problema apenas, podemos fazer escolhas e definir qual o melhor caminho a seguir. Pra ficar perfeito, como existem problemas cujas soluções são desconhecidas, ao lidarmos com esse tipo de problema corremos o risco de virarmos um gênio. Infelizmente (ou felizmente) muitas pessoas já sabiam disso, logo, eu não virei um gênio, mas também não era este o meu objetivo.
Então, Qual é mesmo o problema?

Vai Nessa…

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Vai nessa… Porque se perder de vez em quando pode ser necessário para se achar de vez. Mais vale perder-se definitivamente, tentando conquistar algo, que fugir dos riscos mas viver sem objetivos. Arrisque-se!!!

Vai nessa… Porque viver é justamente entregar-se àquilo que nos tira da zona de conforto. É um fazer-se e refazer-se constante, portanto, não fuja daquilo que mexe com suas emoções. Sinta!!!

Vai nessa… Porque as rupturas são necessárias para que novas ligações sejam possíveis. Então, se algo se quebrar, não busque o porquê de ter se quebrado… Se já quebrou, melhor pensar no que fazer com os cacos. Recomece!!!
Vai nessa… Sinta, arrisque- se, recomece… Porque não interessa se haverá espinhos onde você vai pisar. O que importa é se você deseja mesmo seguir. E seguir não é necessariamente andar pra frente o tempo inteiro. Às vezes é preciso mudar a rota… Às vezes, acelerar ou mesmo parar um pouquinho… Às vezes, recuar. Aprender a não ter pressa, mas também não perder tempo. E principalmente, aprender a valorizar mais o caminho por onde passa, do que o lugar onde quer chegar. Porque um é o seu momento presente e é o que você tem de concreto. O outro é apenas um detalhe.

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A vida é feita de tempestades intercaladas com momentos de calmarias. Uma situação conturbada hoje, pode se transformar em calma e paz amanhã, assim como o que hoje é tranquilidade, pode num piscar de olhos, se tornar um caos. Nada mais natural… O grande equívoco é querermos que tudo aconteça sempre do nosso jeito e sem quaisquer imperfeições ou desajustes. Aceitar situações desfavoráveis não significa que somos fracos ou passivos… Significa que conhecemos os altos e baixos da vida. Isso não é conformismo, é sabedoria. E enfrentarmos de cabeça erguida as situações de crise que nos são impostas é sinônimo de fé, e mais que isso, significa que no fundo temos convicção de que somos fortes o suficiente para superar os obstáculos. Só o que precisamos é fazer com que nossa fé seja sempre maior que nossos problemas e encarar as dificuldades com a autoridade de quem irá vencê-las.